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terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Dia em que DéDè Roqueiro não Apareceu

-Dedé Roqueiro...  - nada aconteceu, talvez se eu disser 3 vezes com em Candyman e Beetlejuice, ele aparece - Dedé Roqueiro, Dedé Roqueiro, Dedé... Roqueiro.

Há aproximadamente 2 anos, eu estava meio mal, estava perdidamente apaixonado, doente e quase reprovando em algumas matérias da faculdade. Foi quando sai mais cedo do ensino técnico para revelar algumas fotos para um trabalho, algumas pessoas lidam bem com sentimentos fortes, eu não sou um deles. Ando pelas ruas como se estivesse prestes a desmaiar e somado a forte gripe, esse risco era bem real.

As fotos iam demorar 1 hora para ficarem prontas, então fui para uma praça ler um pouco, lembro até hoje, que o livro era bacana mas não estava conseguindo me concentrar, quando dois testumunhas de Jeová, apareceram e disseram.
-Vejo que você gosta de ler. Mas você já leu "O LIVRO" - quando pessoas com olhos estatalados te falam sobre "O Livro" só a duas opções, A Biblia, ou Crepusculo, e se você não quer perder um bom tempo da sua vida escutando das maravilhas do Livro, não fale mal de nenhum desses.

Eu já fui evangélico sabe? Mas eles não queriam acreditar, talvez porque eu estivesse com cara de quem estivesse usando medicações recreativas, e meu cabelo estivesse pique The Curte. Então eles me fizeram uma pergunta, o que creio que era a pergunta de 1 Milhão de R$. Caso eu errasse a punição seria 1 hora de evangelização forçada
 - Então Pedro (sim eu disse que meu nome era Pedro, pois devia haver bastante desses na Biblia, e ele poderiam simpatizar) Qual o nome verdadeiro de DEUS? - os olhos continuavam arregalados fitando qualquer duvida em minha voz.
- É Jeová - eu disse, não foi tão dificil, eu realmente fui um grande evangélico na minha época.

Em um surto de ódio por não poderem terminar sua evangelização em tom superior, eles soltaram grunhidos e foram embora. Então percebi que um rapaz não parava de olhar na minha direção deveria ter uns 2 anos a mais do que tenho agora, gordinho pouco maior que 1 metro e meio, ele começou a se aproximar, fiquei meio receado então com um grande sorriso de grandes dentes amarelos e tortos. Ele começou a falar diversas coisas. do tipo.
- Poxa Brunão, esse povo olha o nosso estilo e pensa que a gente não conhece nada, mas eu sou católico, eu sei sim, mas eu também sou ROQUEIRO - Disso eu não tinha duvidas, ele usava uma camisa preta de banda, e cheirava a cachaça barata, para ser sincero acho que Dedé estava deveras chapado - Mas tu acabou com eles BRUNOOOOO, você disse JEOVÀ e foi tipo BUUUUUUUUUUUUM, E ELES FORAM PRA TRÁS.- Quando ele começou a gritar tive certeza que Dedé estava alterado.
Em um determinado momento ele até me reconheceu como um dos dele, quando viu minha camisa do Coringa, dizendo "Po Bruno, você também, é roqueiro, olha sua camisa", mas naquela época eu ainda não era um grande Rock'n Rolla, então tive que abaixar a cabeça e negar com vergonha.

Depois de muita conversa, na verdade um grande monólogo que já não lembro direito por parte do Dedé eu tinha que ir buscar as fotos, e acho que não estavamos na mesma sintonia de confabulação, pois estava com muita febre, acabei dizendo que tinha que me retirar.
Então ele disse as palavras, como um grande super herói a moda antiga, como um grande Capitão Planeta ROQUEIRO
-Se precisar de mim Bruno, pode vir aqui e chamar Dedé Roqueiro, que eu apareço.

Hoje eu precisei, estou em depressão, mudanças de clima me deixam assim, e possiveis galhadas virtuais também, mas Dedé não apareceu. Seria bacana, conversar com Dedé mais uma vez no caminho dos Real Rock'n Rollas. Mas como posso me decepcionar, aposto que ele deve estar salvando o mundo em algum lugar longinquo no Paquistão...

Nunca esquecerei DEDÉ ROQUEIRO



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